segunda-feira, 28 de junho de 2010
Apple iPhone 4. Full Specs!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Review: Azagaia - Babalaze

Logo que começou a tocar fiquei surpreza ao ouvir o Hino de África no fundo, cantado pelo Quarteto Khensani Hosi. Tava a espera de ouvir um Intro comum mas felizmente dei de cara com uma bomba de criatividade! Um poema forte entitulado “Malhazine” (acho que o titulo já diz muito hehe), que mostra os sentimentos de todos nós depois daquele incidente... A seguir ele mostra-nos uma verdadeira exibição flowística na faixa “Eu Não Paro” e logo a seguir outra pequena surpresa com uma espécie de provérbio africano a iniciar a música “As Mentiras” e depois de ouvir essa deu p’ra perceber que Azagaia é dos poucos que tenta sempre mostrar o orgulho que tem de ser africano tanto que ele usa, sempre que pode, frases e corors nas linguas nacionais como na faixa “Ni Ta Ku Fonela” (e isto vem já desde os tempos da Dinastia Bantu!).

Todos nós conhecemos os temas que ele trata: as injustiças sociais, o desequilíbrio económico, a hipocresia dos agentes do Estado, a “lavagem cerebral” que o sistema de ensino nos faz... e notam-se muito em faixas como “Alternativos”, “Combatentes da Fortuna”, “O Ciclo da Censura” e outras tantas, mas neste album encontrei algumas “novidades” como a droga que aparece como uma espécie de Love Song na faixa faixa “Chat TV/Maria Joana”, o tráfico e prostituição de menores numa música que não aconselho a quem tem ouvidos fracos ou problemas cardiacos heheh, “Louca Paixão”, ele mostra também um lado mais pessoal dele na faixa “Ni Ta Ku Fonela” e aparece também a faixa “Labirintos” que é a que melhor mostra esta versatilidade do Azagaia e é, do meu ponto de vista, uma das melhores faixas do album.
Por fim ele faz uma avaliação do cenário do Rap e dos Rappers nacionais com a ajuda dos restantes membros da Cotonete Records na faixa “Até ao Fim/Cotonete Militares” e pede também que mudemos de mentalidade e tomemos uma atitude ao inves de ficarmos de braços cruzados a olhar as coisas acontecerem.

Uma coisa que me prende neste jovem é o facto dele conseguir cantar temas muito parecidos e ao mesmo tempo fazer de cada um único e diferente e ele tem também uma coisa que falta nas mensagens que muitos rappers passam hoje em dia, ele mostra-nos como resolver esses problemas todos que apresenta (“As Verdades” é um bom exemplo disso). Muitos rappers tem talento, falam do que está errado mas não propoem soluções.
Mas não vale a pena falar só das coisas boas e deixar as más de lado, senão não há progresso hehe, não entendo lá muito da parte técnica mas deu pra notar que em algmas músicas as misturas não tão como deviam ser, por exemplo, na faixa “Combatentes da Fortuna” o coro tá muito alto, na música “As Mentiras da Verdade” há alguns backgrounds que tão muito altos tanto que nem parecem backgrounds, o mesmo acontece em “Ni Ta Ku Fonela” em relaçaõ ao coro e aos backgrounds... e não é muito agradável encontrar estas pequenas falhas num album de uma pessoa que já faz música a algum tempo...

Enfim, um conjunto de letras fortes, participações quentes, como é o caso de Valete e Cotonete Records, produções e retoqeus de nomes como Proofless, Mr. Dino, Scam, G2 entre outros deu origem a um album que mostra que o bom Rap ainda existe e que está a seguir uma direcção que o torna comercial sem perder a essência do Rap.
7.8/10
Opinião da Mena.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Show da Ivete - Mini Review

"Sábado promissor depois da velha dica do futebol da base com amigos e irmaos da zona, mais do que esperado o final do dia tava ja garantido com a mana Iveth…. fiz me ao África na expectativa de a alma rítmica, sangue negro e quente de beats sassear.
Noite fresca, movimentação leve da 24 de Julho, vamos cortar os bla bla e lets get to the show.
O show inicio em grande, tipo do principio com sons suaves de modo a espelhar o sangue quente que reside em mim, quando a cena é hip to tha hop…
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Reviews: DMG - Vitória

Logo na primeira faixa o “Analisado” explica-nos a vitória dele, um bom beat diga-se, 7Cruzes tratou de comandar o início desta viagem que já já vos conto.
DMG foi excelente nas escolhas para o álbum. Produtores lendários, convidados de elite, campanha promocional cativante com um vídeo também fora do normal e bom, e tudo isso já se notava antes mesmo de escutar o álbum. Faltava apenas escutar o caril que surgiu de todos estes ingredientes juntos numa caixa de CD desenhada por gente que não vale à pena mencionar(hehehehehehe)que custa 200 meticais (se não me engano) com um CD com 15 faixas dentro...resultado? Bom caril este!
Logo à seguir ao Intro que é uma daquelas músicas que te faz aumentar o volume para ouvir o resto, somos presenteados com “Hot”, o tipo mostra-nos o que é uma festa das boas, com Bacardi e tudo mais e com a excelente Odete nos coros (uma voz que é já conhecida, mas não famosa, a lendária corista de “Vidas positivas” de Mr. Arssen, uma voz que realmente merece palmas) a daBomb é a orquestra, é só dançar! Ainda vamos na segunda faixa já nos parece que podemos classificar o album, mas o DMG não fica por festas e amor ao Hip Hop apenas, o rapaz se declara com ajuda do Ace Nells, mostra que tem amor para dar e que não ignora o sex appeal da coisa em “Calor da Noite”.

Letras simples, abordagem natural (sem mentiras que representam uma vida que não é a dele), uma habilidade que considero aceitável com as palavras, mas que por vezes deixa-nos sem perceber o que ele quis dizer por causa dos elementos “Delivery” e “Dicção” que são fracos as vezes. Fiquei com a impressão de querer mais talento por parte dele a repar, temos altos e baixos nos skills do nosso réu mas no final do dia não se salta nenhuma música por isso e temos a certeza que no próximo assalto ele nos irá convençer a 100%.
DMG fez um album completo (coisa muito difícil nos dias que correm), há de tudo aqui, músicas para rádio, para discotecas, para as ruas, e o melhor de tudo é que todas elas podem-se escutar em casa por um bom tempo. Vai-se do calmo ao agressivo, do comercial ao puramente underground (perceba-se correctamente underground, que não se confunda com Hard Core). Temos aqui um leque de convidados muito recheado, vamos de cantores como Ace Nells, Juty, Herminio, Odette, Isabel Novela, à rappers como Real Vice, Azagaia, Simba, Iveth, Hernani, Cold Man, os angolanos Negro Bué e Boy G, uma verdadeira festa de artistas. Os temas são vários e todos eles com a sua devida importância, mas fiquei tocado com a perfeição de um dos sons, Dia Para Esquecer com Isa Novela, fantástico!

Resumindo, este é um album completo, diversificado, cheio de convidados de peso (cheio mesmo, dá a impressão que faltam mais sons sem colaboração, apenas DMG), os beats estão no ponto e o DMG esteve lá. Bom, muito bom.
Opinião do Gee.
7.5/10
terça-feira, 9 de junho de 2009
Reviews: Asher Roth - Asleep In The Bread Aisle

Falemos do álbum, ele não é o melhor rapper do mundo. Mas que é agradável ouvi-lo, ahh isso é! Quando o primeiro som começa, "Lark on my go-kart", apercebemo-nos logo que a batida não está a tentar ser comercial de maneira nenhuma, excelente bom-bap, seco, com pratos empoeirados que dão o tão agradável sabor vintage ao álbum, um piano rhodes muito sujo entra ao mesmo tempo que ele a repar, aí, é só se encostar melhor porque só vai aquecendo, uma música de puro repanso sem coro se faz, e assim começa o album, "Asleep In the Bread Aisle". O que se segue só prova que o 1º som não foi por sorte. O álbum é assim mesmo, boas barras repadas, descontraídas, engraçadas, sobre beats orgânicos, com batidas puras de Hip Hop, as vezes up-tempo mas sempre um pouco empoeiradas, Rhodes e guitarras com um fuzz que lembra os anos 50 e 60, coros cantados por ele e por outras pessoas, um bass sempre antigo também, até o lendário órgão B4 não faltou, melodias simples mas bem compostas, um álbum porreiro para se ouvir e grande na alegria que trás. Ouvir este album é como ver um daqueles filmes de universitários dos EUA em que o protagonista é o maior maluco possível, poderia ser facilmente a banda sonora de American Pie.
Letras? Ele fala de tudo que ele é, as várias situações que surgem quando nos estamos a divertir e ainda sobra tempo para ser consciente e mostrar ao mundo o seu ideal de como podemos resolver o estado actual das coisas. Em "Sour Patch Kids" ele dispara uma barra que particularmente me ficou, acho que é qualquer coisa assim: "Povetry is provable the worst problem, it wont end with Obama, to solve it, we must start from the bottom...". Excelente pensamento. Continuando, existe também uma música a falar de um dia que não correu bem "Bad Day", e ainda outra que adverte as miúdas do seu rugido de leão "Lion's Roar" com o sempre excelente Busta Rhymes, que parece muito satisfeito a repar depressa ao lado do Asher que é um miúdo para o Busta neste estilo. Mas sem dúvidas algumas, o rapaz de 23 anos de Filadélfia mostra ser alguém a ter em conta na música com "His Dream", uma música que começa bem como boa é, calma, com rhodes a preencherem o beat enquanto ele fala de um homem que fez a escolha de criar a sua família da melhor maneira possível, um verdadeiro chefe de família. Esta é uma música que certamente fará qualquer pessoa pensar no seu Pai e que fará de Asher um tipo com sentimentos, coisa rara nos dias de hoje. O álbum acaba com "Fallin" mas é muito provável que se faça repeat dele todo, coisa que aconteceu comigo por 3 vezes. Dei por mim, a carga do telefone tinha acabado, eu não tinha feito nada nessa manhã senão escutar o Asher Roth, apetecia-me mais e já ia na quarta vez seguida a rodar o álbum inteiro quando o telefone se desligou implacavelmente. Triste.
7.1/10
Opinião do Gee.
sábado, 16 de maio de 2009
Reviews da Backup
Como já muitos álbuns que merecem uma análise foram feitos, iremos também recuar no tempo e analisar o que passou. Estamos a falar de álbuns como “Era Uma Vez” da DRP, “Babalaze” de Azagaia, “Atenção Desminagem” da extinta Kandonga, “Mic Check” de Point Blank, Dama do Bling...e por aí em diante. Feitas as apresentações, nada mais nos resta senão dar por aberta a época das Reviews da Backup!
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Pessoal esta semana passem pelo Cinema XENON
Muitos são (em Moçambique e África no geral) os que acreditam que assistir qualquer tipo de filme de animação é pura perda de tempo “coisa de crianças” pra esses vão os meus Pêsames. Outros porém são os que dizem que gastar dinheiro para ir ao cinema é perda de dinheiro que se podia investir num DVD pirata a venda em qualquer das artérias da nossa Cidade. Para esses vai o meu ¥¤ÐÆÝÜęøŒŠǽ e também ǼǾΩΨξЩљњffl. Eu regozijo-me de não pertencer ao grupo dos gajos que fazem essas ΩΨξЩ.
Falar de cinema para mim é uma coisa tão emocionante que quase me caiem lágrimas. WALL-E levou-me a uma nova dimensão que foi das maiores (senão a maior) aventuras Cinematográficas que já pude viver em frente da grande tela Branca. A sério… Isto pode parecer um bocado estranho para muitos mas o pequeno Wall-E cativou-me ao extremo e fez-me sentir uma enorme alegria em curtir um filme e esquecer todos meus problemas terrenos e simplesmente penetrar no imaginário dos homens da Pixar. Algo que já não acontecia a muito… muito tempo.
Apesar de ser uma animação eu realmente penso que WALL-E devia levar o Oscar de melhor filme do ano. Não só pela sua beleza externa como grafismo música e história. Mas desde a sua concepção foi feito para ser acarinhado e apreciado como uma obra de arte. Existe nele uma grande mensagem para o mundo, o filme transborda emoções por toda parte… Foi a primeira vez que tive vontade de chorar a assistir uma animação. Gringo por outro lado borrou-se todo J.
O filme que retrata a historia do nosso mundo no futuro, soterrado pelo lixo da humanidade. Sem alternativas, os humanos tiveram a ideia de partir num cruzeiro galáctico de luxo na estação espacial Axiom e enquanto isso um grupo de robôs teria de ficar na terra a recolher o lixo que os próprios seres humanos tinham deixado. A ideia era de retornar em 5 anos, porém mesmo depois dos 5 anos as condições de vida na terra eram ainda não favoráveis e os humanos nunca mais retornaram.
Esses robôs identificadas como WALL·E (Waste Allocation Load Lifters - Earth-Class), não suportaram as condições precárias em que se encontrava o planeta e acabaram por deixar de funcionar.
Um único exemplar de WALL·E, no entanto, continua a funcionar, porque desenvolveu a técnica de canibalizar as partes de seus companheiros desactivados, ou seja, sempre que um braço ou roldana do seu corpo se encontrava obsoleta ele retirava de outro WALL-E qualquer que se encontrava desactivado e assim ia vivendo. E passa a vagar pelo planeta realizando a tarefa para qual ele foi programado a fazer, e por 700 anos ele trabalha sozinho coleccionando inúmeros artefactos que encontra durante a limpeza.
O mais incrível da história é que nesse espaço de tempo, o pequeno WALL·E desenvolveu consciência e personalidade. Seu interesse pela cultura de um povo que ele nunca encontrou só cresceu, assim como seu respeito pela vida, que ele conhece apenas na forma de uma baratinha, sua companheira de estimação, Spot. WALL-E não fala mais de 5 palavras em todo filme mas ele consegue dizer tudo que é necessário dizer.
E mais não digo...
Veja o trailer e clique nas imagens para ampliar.
De que Estas a espera??? Vai ja comprar o teu Bilhete!
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